Foi na rodoviária de São João Del Rei.
Estava sentadinha, de vestido verde, sandálias de couro e colares de madeira cucucharãna.
- mete por trás enquanto olho pela janela?
- claro. posso apagar meu baseado nas suas costas?
- pode.
Essa sim! Pensei.
Duramos até a última partida da copa.
Enquanto brasileiros comemoravam a conquista da taça, eu tossia, vomitava e cagava gambás urbanos. Fedemos nós e a casa dos pais dela.
- você volta? perguntou-me na rodoviária.
- você quer que eu volte?
- acho que não.
Não voltei...

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