Eu estava mais é a fim de beber. Um calor do cão. Paletó e gravata. puta merda!
- Não, querida! Hoje eu dispenso o prato feito. Desce aí uma cerveja trincando e me dá um cigarro solto.
- Vai beber durante o expediente?!
- Não, querida! Beber é pros que têm educação. Eu vou é tomar.
Voltei ao escritório já no final do dia. A secretária, Dona Márcia, estava numa gostosura muito além da conta para os padrões da empresa.
- Mas o Senhor está embriagado!
- Mas a Senhora está uma delícia!
Ela nem se angustiou. Sorriu de canto e apareceu dez minutos depois na minha sala.
- Marcinha, meu amor, vamos tomar uns choppinhos daqui dez minutos?
- Nossa! Não estou te reconhecendo!
- Nem eu estou te reconhecendo...
Na hora da ave maria lá estávamos nós na Vila Madalena, bebendo, ouvindo um cretino tocar Djavan que nem o rabo da mãe Joana, e se chupando e se esfregando e se comendo com o coração bem longe.
- Não agüento mais! Vamos sair daqui!
Sabe aquela frase: se beber não dirija?! É verdade! Posso garantir! Só dá merda!
Não andei nem duas quadras e enfiei o carro na traseira de um Tempra que freou repentinamente. O desgraçado do dono do carro me chamou de filho da puta e eu decidi mostrar que realmente sou um maldito filho da puta. Acelerei e cai na estrada.
O cafajeste ainda me perseguiu por alguns minutos, mas foi furar dois sinais vermelhos perigosíssimos que ele entendeu o recado e me deixou em paz.
Valeu a pena perder o emprego e ter o carro arrebentado. A mulher era fantástica!
- Não, querida! Hoje eu dispenso o prato feito. Desce aí uma cerveja trincando e me dá um cigarro solto.
- Vai beber durante o expediente?!
- Não, querida! Beber é pros que têm educação. Eu vou é tomar.
Voltei ao escritório já no final do dia. A secretária, Dona Márcia, estava numa gostosura muito além da conta para os padrões da empresa.
- Mas o Senhor está embriagado!
- Mas a Senhora está uma delícia!
Ela nem se angustiou. Sorriu de canto e apareceu dez minutos depois na minha sala.
- Marcinha, meu amor, vamos tomar uns choppinhos daqui dez minutos?
- Nossa! Não estou te reconhecendo!
- Nem eu estou te reconhecendo...
Na hora da ave maria lá estávamos nós na Vila Madalena, bebendo, ouvindo um cretino tocar Djavan que nem o rabo da mãe Joana, e se chupando e se esfregando e se comendo com o coração bem longe.
- Não agüento mais! Vamos sair daqui!
Sabe aquela frase: se beber não dirija?! É verdade! Posso garantir! Só dá merda!
Não andei nem duas quadras e enfiei o carro na traseira de um Tempra que freou repentinamente. O desgraçado do dono do carro me chamou de filho da puta e eu decidi mostrar que realmente sou um maldito filho da puta. Acelerei e cai na estrada.
O cafajeste ainda me perseguiu por alguns minutos, mas foi furar dois sinais vermelhos perigosíssimos que ele entendeu o recado e me deixou em paz.
Valeu a pena perder o emprego e ter o carro arrebentado. A mulher era fantástica!



